31/12/2016

Lua, oh! lua!


...tu que vagas por muitos lugares sagrados e és objeto de tantos ritos diferentes — tu, cuja luz feminil ilumina os muros de todas as cidades, cuja radiância nebulosa embala as bem-aventuradas sementes sob o solo, tu que controlas o curso do Sol e o próprio poder de seus raios — eu te imploro, por todos os teus nomes, todos os teus aspectos, todas as cerimônias em que condescendes em ser invocada... dá-me repouso e paz…”  
[Lúcio Apuleio, escritor romano – século II d.C]

Quando observamos a Lua na carta de nascimento, encontramos muitas informações preciosas. Dentre elas:
  • a lua funciona como algo que recebe tudo o que vivenciamos; tudo converge para o ‘útero da Lua’ ou, quisermos, para a memória: tudo o que vivemos e nos lembramos de agradável ou nem tanto está guardado no que podemos chamar de ‘caldeirão da deusa’
  • a lua representa nossos sentimentos, hábitos, coisas que fazemos sem pensar; o sub e o inconsciente pessoal carregado de padrões de sentimentos e ações que, em geral, dirigem o que sentimos e como agimos no presente
  • a lua simboliza a mãe, a mais importante relação sentimental que experienciamos
  • a lua tem a ver com o útero, o modo como fomos criados no início da vida e, portanto, com o amor que recebemos ou deixamos de receber, em especial, da mãe
  • a lua nos diz sobre a primeira parte de nossas vidas
  • a lua refere-se à formação dos instintos inconscientes que, sabendo ou não da existência deles, regem nosso comportamento
  • a lua representa a rede de sentimentos inconscientes
Observá-la, compreendê-la e, sobretudo, interpretá-la contribui – e muito – para o conhecimento de nós mesmos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário