21/11/2006

Educação: preocupação de pouquíssimos...

Para quem, como eu, que bota a maior fé (modo de dizer!) no quanto é possível a Educação Escolar contribuir para a mudança da realidade, a pesquisa realizada pelo IBOPE Opinião em julho de 2006 caiu como um balde de água gelada na cabeça.

Sim, porque, segundo a pesquisa, a preocupação e o interesse da população pela Educação em nosso país é quase nada. Ocupa o sétimo lugar na escala de “problemas sérios” do Brasil, ou seja, nada mais que 15% dos entrevistados consideram a Educação como algo realmente importante.

Que pena! Não que eu pense que, pela Educação Escolar, o sujeito pode “subir na vida” ou “chegar lá”, como muita gente diz. Muitas escolas e faculdades, inclusive, fazem dessas falas seus slogans – e mentem pras pessoas, enganam a todos porque, como sabemos, tem um monte de gente com diplomas e certificados... e desempregados. Pior: sem perspectivas, sem conseguir inventar nada pra viver com o que supostamente aprendeu durantes os anos que freqüentou cursos e cursos...

Educação e Homem são sinônimos. A rigor, só há homem (não no sentido de gênero masculino, mas como um tipo de animal que é diferente dos outros animais, justamente porque é um ser capaz de cultivar-se) se ele for, como tal, humanizado, isto é, educado.

Por isso é uma pena que, realmente, parcela tão reduzida da população esteja interessada em Educação. Entre outras coisas, isto significa, muito infelizmente, que somos uma minoria ocupada com a humanização do nosso povo, ou melhor, somos muito poucos os preocupados com a nossa própria humanização.

Talvez isto explique o quão pouco valorizamos a nós próprios e a nossa cultura, ao mesmo tempo em que muitos entre nós, sobretudo os tais “intelectuais”, enalteçam tanto a cultura de outros povos – os mais economicamente ricos, evidentemente.

Outros dados sobre a pesquisa do IBOPE estão disponíveis na matéria também publicada no Acontece por Aqui. Acesse o blog do GENS e clique em Educação no menu ao lado.

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