15/06/2007

Pedagogia

Faz um bom tempo que a Pedagogia – certamente um dos mais importantes cursos nos últimos tempos – tem deixado muito a desejar em muitos aspectos.

De um lado, professores e professoras, formadores e formadoras, fracos de conteúdo, portadores de discursos nada científicos, cheios de respostinhas prontas pra qualquer pergunta e, sobretudo, descomprometidos tanto profissional quanto politicamente.

De outro, alunos e alunas (quase sempre, mais alunas que alunos) igualmente descomprometidos, nada exigentes quanto aos conteúdos supostamente estudados, facilmente convencidos pelas vagas respostas eventualmente oferecidas às suas possíveis perguntas.

Claro que não se pode generalizar. Não é justo afirmar que todas as pessoas envolvidas com a pedagogia têm esse perfil. Até porque o que ainda resta de honesto em algumas escolas se deve exatamente a profissionais que ainda conseguem ser estudiosos e comprometidos... Mas também não há erro ao se afirmar que são raros (ou melhor, raríssimos) os profissionais sérios e críticos em educação.

Professores e professoras ruins – muitas vezes, trabalhando em condições adversas – tendem a formar alunos e alunas igualmente ruins, de modo a manter as adversidades que, obviamente, trazem enormes benefícios somente a quem tem o maior interesse em que os processos de ensino e aprendizagem não sejam sequer lembrados que são minimamente importantes...

Se considerarmos o objeto da pedagogia – os processos de ensino e aprendizagem e, portanto, o foco principal para o qual deveria estar centrada a atenção do pesquisador e profissional dessa área – quantos pedagogos e pedagogas, de verdade, você conhece?

Será exagerado afirmar que esse profissional, em geral, fez e ainda faz um jogo sujo e perverso, no sentido de que não foi levado a perceber – mas não também não buscou perceber – que é justamente a falta de formação, seriedade e comprometimento necessários para lidar com ensino e aprendizagem o que tem feito da educação escolar uma das vergonhas do nosso país?

Um comentário:

  1. "no sentido de que não foi levado a perceber – mas não também não buscou perceber"

    Nesse pedacinho tem uma chave pra compreensão de muita coisa...

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