16/01/2009

Isto é realmente um show!



Bola de Meia, Bola de Gude
Milton Nascimento e Fernando Brant

Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem pra me dar a mão

Há um passado no meu presente
Um sol bem quente lá no meu quintal
Toda vez que a bruxa me assombra
O menino me dá a mão

E me fala de coisas bonitas
Que eu acredito
Que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito
Caráter, bondade alegria e amor
Pois não posso
Não devo
Não quero
Viver como toda essa gente
Insiste em viver
E não posso aceitar sossegado
Qualquer sacanagem ser coisa normal

Bola de meia, bola de gude
O solidário não quer solidão
Toda vez que a tristeza me alcança
O menino me dá a mão
Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto fraqueja
Ele vem pra me dar a mão

Um comentário:

  1. Poesia cantada!
    A letra salienta a importância da integração do adulto com a criança que trazemos dentro de nós.
    Toda vez que o adulto perde a estabilidade emocional, vê-se em crise, a face criança nos dá a mão e nos devolve a serenidade, a flexibilidade para trabalharmos a realidade.
    É o lado criança nos fazendo menos ásperos, embrutecidos e mais abertos, resgatando-nos os valores que nos fazem mais humanos e que a maturidade muitas vezes os tranca...

    A solidariedade é a chave.
    E o menino nos dá a mão...

    ResponderExcluir