24/12/2009

Pneumonia e o PS do HU da USP

Depois de 3 dias de febre e muita dor no corpo, o jeito foi cair no "pronto socorro" do HU da USP. Longas horas depois, o resultado: pneumonia... Sinceramente, espero que o diagnóstico tenha sido correto, assim como espero ter sido devidamente medicado. Estou tomando os remédios e, ao menos aparentemente, já em condições bem diferentes das que apresentava antes...

O que, infelizmente, não dá pra deixar de lado é considerar o fato de que, para bancar a USP, cada um de nós contribui para a soma de nada menos que R$ 2,8 bilhões por ano (quase 8 milhões de reais por dia) e o PS não contrate mais médicos e equipes de profissionais pra devidamente atender a população. É um absurdo que qualquer um de nós tenha que passar horas e horas pra ser atendido, horas e horas pra aguardar o resultado de um exame de sangue, horas e horas pra ser medicado...

Não reclamo do atendimento. Ao contrário, há anos, sempre que preciso, é lá que toda minha família é atendida. Não é dos profissionais, sempre muito atenciosos, que reclamo. Até hoje, apenas um sujeito mal encarado, mal educado e de mal com a vida não me atendeu bem; ficou todo furioso porque lhe pedi pra explicar sobre os remédios que prescrevera... (Este tipo de gente tem que se dar muito mal na profissão para, finalmente, largá-la e ir fazer outra coisa na vida, principalmente uma coisa que faça bem mal a ele próprio.)

Mais do que reclamação, vai aqui uma crítica: entra ano, sai ano, entra reitor, sai reitor, entra governador, sai governador... e o hospital universitário da usp, ao que parece, o que mais quer é ver a população longe, bem distante, bem distante. Com tanto espaço disponível lá dentro, se você precisar ir ao HU, você até pode deixar o paciente na portaria, mas tem sair rapidinho e deixar o carro lá fora, fora dos portões vigiado por guardas nem sempre acostumados a dar boa-noite...

E aqueles bolsões enormes e totalmente vazios? e depois do portão que "separa" a universidade do povo que busca atendimento? Já que o hospital é tão grande, há tantos espaços internos e externos, por que um salão tão pequeno para os que estão "em observação"? Dezenas de macas e/ou camas dispostas lado a lado com gente acometida sabe deus doquê, algumas gemendo, outras babando, gente com parte do corpo exposta... Parece cenário de filme de guerra...

Pergunto: é preciso que seja assim? O que justifica este tipo de coisa? É justo que o pessoal que trabalhe neste setor seja tratado dessa maneira? E o cidadão, que junto com ele, banca os quase 8 milhões por dia, é justo ser recebido, atendido e tratado de igual modo?

Se nem ano, nem reitor e nem governador muda este estado de coisas, o que fazemos nós? Reclamamos pra quem?

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