03/08/2010

Que história, não?

Triste, doloroso, infeliz, desgraçado, medíocre, desprezível, baixo, deplorável – que outros adjetivos há para qualificar o que o homem tem feito de si mesmo e do outro no decorrer dos tempos?

Uma breve consulta aos textos de história geral dá todos os elementos para qualquer um de nós afirmar que a história do homem é a história da exploração do homem pelo homem. Aliás, o que chamamos história da humanidade é a constatação de não haver limites para esse tipo de exploração. Nada, mas nada mesmo, impediu e impede esse ser, que chamamos humano, de desgastar e esgotar outro ser igual a ele.

O interessante, contudo, é que o homem, na medida em que submete o outro, torna-se submisso de quem aceita a submissão, estabelecendo entre eles um tipo de relação que é lamentável. Longe da condição de sujeitos que realizam ações, não passam de objetos sofrendo ações decorrentes das condições que ambos definiram para si mesmos. Os laços que criam são correntes que os mantém interna e externamente dependentes um do outro.

Mais uma vez, tem razão Marx, quando diz que ainda não saímos da pré história da humanidade.

2 comentários:

  1. Isto está mais para Hegel, do que para Marx, non? ;) Penso que isto nao seja uma fatalidade, há muitos caminhos e possibilidades. O que poucos fazem é mergulhar a fundo mesmo nas possibilidades da multiplicidade, nas escolhas que se faz. Se nao acredito em deus único, porque acreditaria numa história determinística. Abss. mbraz

    ResponderExcluir