04/09/2015

Quem? Eu? Sim, você *

Certamente, já ouvimos frases do tipo:

'não suporto mais levantar cedo e ir pro trabalho'
'não vejo a hora de acabar o expediente'
'como demora chegar sexta-feira'
'inda falta muuuito pra acabar o mês'
'mal posso esperar chegar minhas férias'

'esse ano não acaba nunca'

ou então

'meu casamento já era'
'essas crianças demoram muito pra crescer'
'tá difícil voltar pra casa'


ou ainda
 
'que merda de vida'
'o salário não dá pra nada'
'o que mais tem é gente puxando o tapete'
'tal pessoa vive me perseguindo'
etc… etc… etc...



O que elas têm em comum? O que todas querem dizer? Quais pensamentos e sentimentos sustentam e alimentam a mente dessas pessoas?

De tanto 'não se importar consigo mesmo', é possível que quem diz/pensa/age assim responsabilize os outros – quaisquer outros – pela eventual possibilidade de vir a ser ser feliz.  Imagina que o bem estar é algo sempre distante do momento em que vive: o fim do dia, da semana, do mês, do ano… outro casamento, outros filhos… salário maior, gente compreensiva e honesta… enfim, tudo o que não tem e não pode alcançar agora. Supõe que não pode e não deve nada fazer, afinal é apenas mais um a reclamar de algo que, tudo indica, sempre foi, é e haverá de ser.

Por não se lembrar que é um ser único - indivíduo -, portanto, capaz de não depender de quem lhe exija cumprir horários, seguir procedimentos, acatar ordens, servir a interesses de outros etc, a pessoa não pensa o que pensa, não revê, não pondera e não avalia o que vê e o que ouve. E pior: permite que pensamentos e sentimentos dos outros – quaisquer outros – alimentem sua mente.

Ocorre que a mente não repousa nunca, nem mesmo quando a gente dorme. E o que faz com que ela esteja sempre em movimento são justamente os pensamentos e os sentimentos que a gente cultiva. Nutrida por eles, a mente sustenta e reproduz ideias e ações que nos aproximam ou nos distanciam de nós mesmos, nos enfraquecem como pessoas ou nos fortalecem como indivíduos.

Adiar para o futuro as sensações de bem estar ou de felicidade depende do tipo de ser que, consciente ou inconscientemente, cada um de nós decide ser.

[*] este texto integra a série 'Quem precisa de líder'
[imagem] A mente observa e interpreta a realidade 

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