16/04/2016

deus-Cifrão

Se você é feirante, além de conhecer pessoas e ter um bom relacionamento com elas, o que mais lhe interessa? 

Se você e eu somos donos de um boteco ou de uma rede de lojas, além da divulgação do nosso negócio, o que mais nos interessa? 

Se você, eu e alguns outros somos sócios num grande empreendimento, além do reconhecimento público da nossa 'ousadia', o que mais nos interessa?

A resposta é uma só: dinheiro.

É muito triste ter que admitir isto, mas num tipo de convivência social como a nossa, a única coisa que vale para significativo número de pessoas é dinheiro - o lucro obtido honesta ou desonestamente pelos seus esforços reais e verdadeiros ou nem tanto. Amizade, propaganda e fama são importantes, mas o que realmente importa é a grana no bolso ou no banco que, aliás, é um dos templos mais respeitados e frequentados.

Do mesmo modo que, em outros tempos, vários grupos humanos adoravam deuses [imagens de animais e homens habitando o espaço celeste], hoje grande número de pessoas reverencia um papel ou algo que representa o papel. Para elas, a vida – do outro – não tem importância alguma. 


Como, em geral, a família lida com seus filhos, a escola com seus alunos, as igrejas com seus fiéis, os empresários com seus 'colaboradores', os postos de saúde com seus pacientes, as instituições e, sobretudo, o estado com quem justifica, sustenta e garante sua existência???   

A resposta também é uma só: tudo vale – ou nada vale – em nome do 'deus cifrão'.

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