25/04/2016

Parece, mas não é

Claro que 'mapa não é território'. Território é 'real', de 'verdade', 'o que existe'. 

Mapa, por sua vez, é ideia, aproximação, representação ou algo de 'mentirinha' como, não raro, se diz.

Pois bem. Consideremos os 'representantes' dos 'cidadãos' brasileiros 'eleitos' nas últimas eleições de 2014. Consideremos, em especial, os deputados federais.


São eles o 'mapa' de um 'território'? Ou não?

Observe que eles não representam a maioria dos eleitores. Apenas 36 dos 513 forem eleitos para ocupar cadeiras no parlamento. Como são 'puxadores de votos', levaram com eles nada menos que 477 'eleitos' que, efetivamente, não receberam votos suficientes para 'representar' eleitores. Sem dúvida, uma prática político-partidária que, seguramente, não convém ser divulgada pelos seus idealizadores. Afinal, está dando super certo! Se quiser, confira aqui

Sendo assim, quantos daqueles homens e mulheres, que nos custam bilhões de reais por ano, têm legitimidade pra tomar as decisões que tomam – se nem ao menos eles sabem quem os 'elegeu'? Quem, efetivamente, cada um deles 'representa'? Serão capazes de olhar na cara de seus 'eleitores' e afirmar que estão atendendo aos seus interesses, os dos eleitores?

Por outro lado, observe os que os apóiam – um tanto quanto constragidos, é verdade – sobre a admissibilidade do processo de impedimento do executivo, por exemplo. [Não! Juro que não falo  dos 'argumentos' dos votos deles!!!] Salta aos olhos o que aparece nas redes sociais: em relação ao momento atual de indefinição político-administrativa do país, infelizmente, o que não falta é zemané e nem mariajoana. Quem são eles?



BBC Brasil
Sabedeus! Em geral, o que fazem é xingar e falar mal dos outros. Se alguém veste uma cor, é porque é isto; se veste outra, então é aquilo. Se torna público o que pensa, é porque é bicha, puta, coxinha, mortadela, fascista, ditador... Se não fala nada, é porque está em cima do muro... Quase sempre, o que publicam é o que alguém já publicou, não importando se realmente tem a ver ou não, desde que a publicação seja um reforço do que eles defendem.

Não dizem nada por eles próprios e, se dizem, não têm a menor ideia do que estão falando. Em geral, repetem o que o rádio, o jornal e a tevê martela o tempo todo. E como não se dão ao trabalho de conferir se o que estão ouvindo, lendo e vendo, não percebem que são palavras, tons e imagens escolhidas a dedo por empresas que, há tempos, têm papel importante na vida econômica, política, social e cultural do Brasil. Entende por que o que não falta é zemané e nem mariajoana?

Ou seja, se mapa não é território – e realmente não é –, também não é de mentirinha. Os  'representantes' de certos eleitores brasileiros retratam muito bem um tipo de gente que 'optou' por pensar e agir de um jeito que, sem perceber, faz parte de um jogo que parece uma coisa, mas não é.

Por que 'optou' e o que é que 'parece, mas não é'?

Não sou eu nem qualquer outro que tem que responder. Somente você, car@ leitor@, depois de pesquisar, investigar, perguntar, conversar com quem já estudou o assunto, somente você deve responder. Mas cuidado: ande por  conta própria e não acredite no primeiro, segundo, terceiro... sempre prontos pra dizer o que você deve pensar e reproduzir. Convém, duvidar sempre! Aliás, não conseguimos ser humanos se não adotamos a dúvida como princípio de pensamento e vida.


Claro que é um longo caminho, mas possivelmente a única forma de você eu evitarmos a via rápida do 'inocente, puro e besta' ou como se dizia não faz muito tempo: 'inocente útil'.



Em Tempo

Leia a história do Brasil ou, pelo menos, a história da república no Brasil. Nem precisa procurar por esse ou aquele título ou por esse ou aquele autor. Procure saber, antes, quem escreveu – isto é fundamental para entender o quê ele escreveu. Aprenda a comparar. Converse com outras pessoas. Você verá que a coisa é tão flagrante, tão óbvia e tão repetitiva, que não tem como esconder. Aqui mesmo, na internet, há excelentes textos.
Não boicote sua inteligência.

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