04/06/2016

Coxinha & Mortadela


chamar o outro e/ou aceitar ser chamado de coxinha e/ou de mortadela é, antes e sobretudo, despotencializar o humano


Há quem diga que a famosa coxinha surgiu na cidade de São Paulo, durante a industrialização do século 19, como alternativa às coxas de frango vendidas aos operários nos portões de fábrica.

Desde então, farinha e recheio [pedacinhos] de frango temperados e fritos compõem o salgadinho que 'mata' a fome de meio mundo.  

Já a mortadela, de origem italiana, teria sido trazida pelos imigrantes no começo do século 20. Pedaços de carne de boi, de porco, de galinha, além de gordura e pimenta, formam o embutido. Mas há quem diga que era feita da parte que o boi leva a pancada ou martelada de morte no abatedouro. Com ou sem pão, a mortadela igualmente 'sacia' outros tantos.

Atualmente, sabedeus de quê e como são feitas!!! Sabedeus de quê e como são feitos os produtos industrializados em nossas cozinhas e em nossos pratos!!! Sabedeus como estão nossos corpos e nossas cabeças!!!
 

Bem, o fato é que coxinha & mortadela são muito apreciadas por gente de todo lado...

duas observações

A primeira é que coxinha & mortadela são feitas de pedaços ou aproveitamento de carne e otras cositas. São imitação ou substituição barata de alimentação. Foram inventadas para dar lucro a alguns e enganar o estômago, o corpo e as ideias de muitos outros. São, portanto, pura enganação.

A segunda tem a ver com a infeliz associação da mortadela e da coxinha a posicionamentos político-partidários de pessoas a favor ou contra esse ou aquele governo. Infeliz, porque é mais desastrosa do que engraçada.


Associar o ser humano a algo que, se bem manipulado, gera altos ganhos pra uns e grandes perdas pra maioria é coisificá-lo.
É transformá-lo em massa de manobra.
É enfraquecê-lo.

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