01/08/2016

Boicote

Nem você, nem eu, nem o joão, nem a maria e nem o mané. Nenhum de nós consegue boicotar seja lá quem for.

Mesmo com toda vontade, interesse e disposição, ninguém boicota o outro. Por quê? Porque não é preciso. O pior e mais grave boicote já aconteceu.

Conforme os dicionários, boicote é uma ação ou um efeito. Exemplos: suspender os negócios ante alguma situação que desagrada – nas relações comerciais; não participar de atos públicos – em política; recusar o convite de alguém não comparecendo a um encontro ou evento – quando se trata das relações pessoais. Vale acrescentar que um dos sinônimos de boicotar é sabotar. Quem sabota o parceiro de negócios ou a manifestação pública ou os mais próximos tem interesse em dificultar, prejudicar ou danificar o outro.

Quando a pessoa escolhe/prefere/aceita sentir/pensar/fazer não o que quer/ consegue/pode, mas o que esperam/querem/cobram dela; quando a pessoa, tão frágil e distante de si própria, busca satisfazer e atender não as suas necessidades e sonhos, mas as necessidades e os sonhos dos outros; quando a pessoa se deixa levar não pelos seus próprios objetivos, interesses e rumos, mas pelos estabelecidos por qualquer outro... então, definitivamente, não é preciso que ninguém a boicote.

Muito antes de alguém 'fazer o serviço', ela já tomou todas as providências...

Em astrologia, aprendemos que lá onde está o Sol no mapa de nascimento de cada um de nós – o que nos faz acreditar que nascemos leoninos ou capricornianos ou geminianos ou escorpianos ou... – está a força que a natureza nos deu para nascer, viver, reproduzir e morrer com dignidade. É a área da vida em que cada um pode brilhar com a mesma intensidade da estrela.

Pode brilhar – observe bem – desde que, decididamente, cada um queira brilhar!

Ora, se a pessoa se boicota ou se sabota, isto é, se age contra si mesma, tudo o que faz é dificultar, prejudicar e danificar não o outro, mas a si própria. Ela impede vir à tona sua força e grandeza. Ela se desvaloriza. Ela se vê e se trata como algo sem importância, como alguém que não merece atenção e respeito. Não confia em si mesma. Despreza o brilho que nasceu com ela. Não aceita desafios...

Então, se a pessoa – tão desatenta e tão insegura – sente, pensa e age de modo oposto ao de quem cultiva a dignidade, isto é, tem consciência do próprio valor e, portanto, reconhece em si a capacidade de ser autor e diretor de sua própria história, tudo indica que ninguém, mais do que ela, é capaz de fazer algo pior e mais grave pra ela mesma.

Vale dizer: o que ela faz é exatamente o que faz o cara da foto que ilustra este texto.

2 comentários: